O governo do Amazonas decidiu abandonar o plano de construção de novas hidrelétricas. A partir de agora, a prioridade é substituir as atuais termoelétricas-- que produzem cerca de 50% do demanda de energia-- por usinas antipoluentes que não provocam impactos ao meio ambiente. A decisão foi anunciada pelo governador Gilberto Mestrinho, que apóia o projeto com esse objetivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), da Presidência da República. Somente na bacia petrolífera de Urucu, no Médio Solimões, estima-se que existam 500 milhões de metros cúbicos de gás natural que estão sendo enterrados pela PETROBRÁS. Enquanto esse potencial não é explorado comercialmente, o Amazonas continua a consumir/mês 120 milhões de litros de óleo combustível para abastecer as suas termoelétricas e iluminar 65 cidades amazonenses no interior. Obsoletas e quase sempre em pane, as termoelétricas já causaram até revoltas populares, como ocorreu em maio de 1991, em Humaitá, no Rio Madeira, depois que a cidade ficou durante três dias sem luz (JB).