Segundo as informações, os ministros Célio Borja (Justiça), Jorge Bornhausen (Secretaria de Governo) e Marcílio Marques Moreira (Economia) formaram um comando paralelo no governo, que opera de forma independente do presidente Fernando Collor. Esta foi a forma encontrada para evitar a debandada dos chamados ministros de "mãos limpas", que há um mês mantêm um pacto de agir em conjunto diante da crise. Desde a semana passada, os três ministros se reúnem no Palácio do Planalto, sem a presença de Collor. Convencidos de que o afastamento do presidente tem hoje grandes chances de aprovação na Câmara, Borja, Bornhausen e Marcílio agem como gerentes da transição. Eles mantêm Collor informado, mas não condicionam sua ação à aprovação do presidente (FSP).