A unificação alfandegária entre os 12 países-membros da CEE, a partir de janeiro de 1993, vai melhorar as perspectivas de intercâmbio com a América Latina. Esta é a avaliação de Giorgio Stecher, conselheiro do Comitê Econômico e Social da CEE e membro do Conselho Administrativo do Banco Popular Espanhol. "A Comunidade está colocando a América Latina no seu mapa", disse Stecher durante conferência em São Paulo no último dia 24. Stecher afirmou que a prova da redescoberta da América Latina pela CEE é seu novo regulamento, aprovado em fevereiro, que amplia a ajuda financeira e técnica aos países latino-americanos. Disse que a CEE reservou US$3,5 bilhões de seu orçamento para doações à América Latina de 1991 a 1995, em comparação com os US$2 bilhões entre 1976 e 1989. Segundo ele, a marcha dos países latino-americanos para uma economia moderna de mercado, na qual já não se encara com temor tecnologias e investimentos estrangeiros, está atraindo grandes empresas européias (FSP).