Os governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul formalizaram ontem acordo pelo qual formam um bloco econômico à parte, com o objetivo de aproveitar os efeitos financeiros da criação do MERCOSUL. O objetivo será não permitir que os quatro estados se transformem em meros corredores de mercadorias entre São Paulo e Buenos Aires. "A partir de agora, somamos nosso peso político com nossas bancadas no Congresso atuando de forma conjunta independente dos partidos, de acordo com nossos interesses econômicos", afirmou o governador do PR, Roberto Requião. O grupo estará reunido pela sigla CODESUL (Conselho de Desenvolvimento do Sul), e terá como principal agente financiador de projetos o Banco Regional de Desenvolvimento da Integração (BRDI), instituição financeira que herda a estrutura e o patrimônio do extinto BRDE. Com a criação do MERCOSUL, é absolutamente oportuna a integração
49903 regional interna, geográfica e empresarial, definiu o governador do MS, Pedro Pedrossian, representando o último estado a aderir ao CODESUL. Diversas indústrias de cerâmica e mesmo siderúrgicas estão com projetos prontos para se instalarem no MS, visando o intercâmbio com os países do MERCOSUL, afirmou o secretário de Turismo, Indústria e Comércio do estado, Aldayr Heberle. Ele lembrou que os 2.700 km de águas navegáveis do Rio Paraguai, entre Corumbá e o porto uruguaio de Nueva Puebla, estimularão o intercâmbio comercial com o Cone Sul. "Muitas empresas também devem se instalar na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Corumbá, que estará pronta em 1993", ressaltou (O Globo) (JB).