FIESP DIZ QUE PAÍS FICA ESTAGNADO EM 92

Os industriais paulistas tiveram dificuldades no primeiro semestre e encaram as perspectivas para o resto do ano com muito ceticismo. Essa é a linha geral de uma pesquisa divulgada ontem pela FIESP. A grande maioria dos empresários não acredita que a atual política antiinflacionária tenha resultado satisfatório neste semestre. Pouco mais da metade (52,89%) acha que a chance de sucesso é pequena, enquanto 15,66% têm certeza do fracasso do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. Apenas 1,59% dos entrevistados prevê muito sucesso. Os industriais também esperam estagnação neste ano. Três quartos dos entrevistados acham que a economia cresce pouco (49,83%) ou nada (25,03%) neste semestre. A pesquisa, feita com 890 indústrias, indica que 50% delas reduziu sua produção no primeiro semestre deste ano, 49,8% o número de seus empregados e 59% seus estoques. As denúncias de corrupção no governo, segundo 36,5% das empresas entrevistadas, trazem muito benefício, 26,5% (pouco benefício) e 21,7% (nenhum benefício). Para 15,2% as denúncias são prejudiciais. A questão do MERCOSUL trará muito benefício para 34,7% dos entrevistados, pouco benefício para 50,3%, nenhum benefício para 13,8% e será prejudicial para 1% das empresas. A reforma fiscal trará muito benefício a 50,6% dos entrevistados, pouco benefício a 33,8%, nenhum benefício a 10,2% e será prejudicial a 5,2% das empresas (FSP) (GM).