A REPERCUSSÃO DO RELATÓRIO FINAL DA CPI

Parlamentares, governadores, líderes sindicais e empresariais, entre outros, comentaram ontem o relatório final da CPI do caso PC Farias. A seguir alguns desses comentários: Aureliano Chaves (ex-vice-presidente da República): "A Nação tem de se moralizar, não pode aceitar esses fatos". Ciro Gomes (governador do Ceará): "A população deve ir às ruas, pacificamente, protestar contra esse mar de lama que envergonha nosso país". Roberto Requião (governador do Paraná): "O impeachmente é uma necessidade". Nilton Cerqueira (presidente do Clube Militar): "Essa história toda, mais que um problema político, é um problema de vergonha nacional". Henri Sobel (presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista): "A voz do povo não pode ser ignorada". Dom Luciano Mendes de Almeida (presidente da CNBB): "O problema moral no país é muito mais amplo e transborda do relatório da CPI". Luiz Antônio de Medeiros (presidente da Força Sindical): "As acusações são gravíssimas e nos deixam enojados". Ives Gandra (jurista): "Acho que o impeachment terá os dois terços necessários no Congresso". Delfim Netto (deputado federal, PDS-SP): "Sou a favor do impeachment e acredito e não acredito na renúncia de Collor". Walter Sacca (diretor da FIESP): "Lamento que o presidente esteja envolvido. Não vejo solução a curto prazo". Sérgio Magalhães (presidente do SINDIMAQ): "Além de ser negligente, o presidente foi conivente e usufruiu de atos ilícitos". Alencar Burti (presidente da FENABRAVE): "Estamos diante do imponderável. No fundo, tudo o que resta, agora, é uma grande decepção". Albano Franco (senador pelo PRN-SE e presidente da CNI): "Os atos contra e a favor do presidente são característicos do regime democrático. A conclusão da CPI é uma demonstração de que as instituições democráticas estão preservadas e os três poderes estão cumprindo seu papel de forma a garantir a governabilidade do país". Mário Amato (presidente da FIESP): "A situação é grave". Carlos Eduardo Moreira Ferreira (presidente eleito da FIESP): "As instituições democráticas estão sendo colocadas à prova. As conclusões da CPI são graves e sérias". Eduardo Capobianco (coordenador do PNBE): "A permanência de Collor é prejudicial à economia brasileira". Jair Meneguelli (presidente da CUT): "O melhor para o Brasil seria a renúncia imediata de Collor. Se ele não renunciar, o povo deve continuar saindo às ruas pedindo a renúncia". Jacy Mendonça (ex-presidente da ANFAVEA): "Não há como caracterizar crime de responsabilidade do presidente. O problema é moral e não jurídico". Marcelo Lavene`re (presidente da OAB): "Está um relatório sóbrio, não vai comportar impugnações". Luís Inácio Lula da Silva (presidente do PT): "O impeachment é inevitável". Paulo Maluf (presidente do PDS e candidato a prefeito de São Paulo): "Acho que tem que haver o impeachment, tem que haver um choque de moralidade-- e a lei foi feita para todos". Paulo Brossard (presidente do TSE): "A CPI cumpriu o seu dever, deixando um sinal duradouro na história do país". José Goldemberg (ex-ministro da Educação): "A renúncia é o caminho mais fácil, mas não acredito que o presidente Collor renuncie". Oscar Dias Correa (ex-ministro da Justiça): "Os fatos denunciam a gravidade de uma situação moral a que o Brasil nunca assistiu". Olívio Dutra (prefeito de Porto Alegre-- RS): "Se o Congresso não instaurar um processo de impeachment, perderá a oportunidade de extirpar o cancro da corrupção". Antônio Carlos Magalhães (governador da Bahia): "A conclusão foi fraca. Eles não procuraram saber a origem do dinheiro que alimentava as contas do PC e dos fantasmas". Vilson Kleinubing (governador de Santa Catarina): "O relatório deu uma grande contribuição à moralidade pública, à ética". Jarbas Vasconcelos (vice-presidente do PMDB): "O presidente Collor está moralmente impedido de continuar governando". Antônio Callado (escritor): "Eu acho Collor uma incógnita. Uma pessoa previsível já teria renunciado para não passar essa vergonha. Acho que agora o país vai melhorar". Patrícia Pillar (atriz): "O dinheiro roubado é nosso-- da nossa saúde, da nossa educação, da aposentadoria dos nossos idosos. Devia ser devolvido. Collor deveria ser preso". Djavan (compositor): "Acho que o presidente vai tentar comprar votos no Congresso. Tenho medo que até o fim do ano tudo fique paralisado" (O ESP) (O Globo) (FSP) (JB).