PETROQUÍMICA TERÁ ACORDO NO MERCOSUL

Em setembro será firmado o acordo setorial petroquímico entre empresas brasileiras e argentinas no âmbito do MERCOSUL. A informação é do presidente das brasileiras Unipar e Petroquímica União, M. Hartveld, que participou, semana passada, em Buenos Aires, de uma reunião da Associação Petroquímica Latino-Americana (Apla). Ele explicou que o acordo fixará cotas de 10 mil toneladas por ano nas exportações do Brasil para a Argentina e de 18 mil toneladas/ano no sentido inverso para as commodities químicas (polipropileno, polietileno, borracha sintética, plastificantes, aromáticos da química básica, intermediários para fibras). Para os demais produtos petroquímicos, considerados "não sensíveis", vigorarão as condições estipuladas pelo Tratado de Assunção. O acordo setorial petroquímico estipula cotas, mas antecipa a desgravação alfandegária. Quando entrar em vigor os produtos "sensíveis" já serão vendidos com tarifa zero, objetivo geral que o MERCOSUL só se propõe para 31 de dezembro de 1994. O intercâmbio desses produtos entre o Brasil e a Argentina gira em torno de US$90 milhões por ano atualmente, enquanto o comércio global do setor químico e petroquímico atingiu US$300 milhões em 1991 (JB).