BRASILEIRAS ACABAM ESCRAVAS NA ALEMANHA

O Ministério Nacional da Família, Mulher e Juventude da Alemanha está financiando desde janeiro deste ano um programa de entrevistas com brasileiras casadas com alemães por meio de agências matrimoniais. O Instituto para a Investigação da Mulher em Frankfurt quer saber o que está levando o alemão a procurar mulheres fora do país; se há tráfico de mulheres e o que elas fazem na Alemanha após a separação judicial. Nas entrevistas, o instituto está descobrindo que a maioria das mulheres, para continuar na Alemanha, suporta até maus-tratos. Casadas, elas podem ficar legalmente no país. Elas casam procurando
49861 segurança econômica e social. Em média, após três anos, quando podem se
49861 naturalizar, estão separadas. A grande maioria não é prostituta, o que
49861 torna o problema mais grave, afirmou ontem em Olinda (PE) a argentina Marta Aparicio, do Frankfurter Institut fur Frauenforschung. Ela participa do 1o. Encontro da Rede Feminista Latino-Americana e do Caribe contra Violência Doméstica e Sexual. Segundo ela, "os alemães são reconhecidamente racistas. A mulher acaba enfrentando então discriminação entre os parentes do marido e vizinhos" (FSP).