O presidente da Hoechst do Brasil e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (seção São Paulo), Claudio Sonder, admite que a política contaminou menos a economia do que seria previsível. "A economia está muito melhor do que se poderia imaginar nas atuais circunstâncias", afirmou. Segundo ele, "o Brasil já avançou bastante na modernização. Agora, os grandes desafios são a reforma constitucional e a reforma fiscal". O presidente da Hoechst defendeu a rápida integração brasileira no MERCOSUL e afirmou que "os industriais estão plenamente conscientes de que o caminho do Brasil é o certo, e que só não se foi mais adiante por causa da crise política". Segundo ele, as empresas alemães instaladas no Brasil e suas matrizes européias vêem com bons olhos a formação de blocos econômicos na América Latina, como o MERCOSUL e o NAFTA. Mas a perspectiva germânica é de que esses acordos regionais são um passo na constituição de um mercado unificado para todo o continente americano. Os alemães são os segundos maiores investidores no Brasil. Segundo Sonder, as indústrias alemães vêm mantendo os investimentos programados mas não estão sendo feitos outros novos. "As indústrias não estão recebendo fluxo de capital externo de risco, ao contrário dos bancos", disse (O ESP) (GM).