Na primeira quinzena de julho: O governo libera Cr$3,1 trilhões (US$645 milhões). Os recursos vão para projetos nas regiões nordeste, norte e centro-oeste; irrigação e compra de terras; linhas de crédito para microempresas e verbas para fins culturais; construção do primeiro trecho da Ferronorte (a ferrovia da soja, do empresário Olacyr de Moraes); construção de moradias para militares e incentivos fiscais na zona franca e região amazônica. No dia 31 de julho: O titular da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), ministro Ângelo Calmon de Sá, assina convênios com o governo do Pará para liberar Cr$6 bilhões (US$1,25 milhão) para obras de infraestrutura. No dia 6 de agosto: US$5,2 bilhão (Cr$25 trilhões) para o custeio da safra agrícola de 1992/93. Este valor é US$1 bilhão (Cr$4,8 trilhões) superior ao destinado para a safra do ano passado. O governo anuncia também a liberação de US$2 bilhões (Cr$9,6 trilhões) do BNDES para programas agroindustriais, diz que vai zerar a dívida de Cr$700 bilhões (US$145,8 milhões) do Proagro e promete US$200 milhões (Cr$960 bilhões) para compra de máquinas e equipamentos agrícolas, além de Cr$200 bilhões (US$41,6 milhões) para o corredor norte de exportações. No dia 12 de agosto: Collor assina decreto abrindo créditos suplementares de Cr$32,6 bilhões (US$6,79 milhões) para o Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), SUNAB e Ministério dos Transportes. No dia 19 de agosto: Collor comunica a liberação de Cr$2 trilhões (US$416,6 milhões) para o Ministério da Ação Social. O dinheiro será usado para construção civil, já que o ministro Ricardo Fiúza tinha reclamado que sua antecessora, Margarida Procópio, estourara o orçamento deste ano. Do total, Cr$1,5 trilhão (Cr$312,5 milhões) virão do FAT e Cr$500 bilhões (US$104,2 milhões) do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), uma aplicação compulsória dos Fundões. Na semana anterior, do mesmo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) vieram Cr$5 trilhões (US$1,04 bilhões) para o INAMPS, via Ministério da Saúde (O Globo).