O diretor-geral do GATT, Arthur Dunkel, disse ontem, durante seminário da FGV, no Rio de Janeiro, que o sucesso da Rodada Uruguai, cujo término está previsto para fevereiro próximo, é um Imperativo também para os acordos regionais". Ele acredita que o regionalismo e o sistema multilateral não são princípios antagônicos. Ao contrário, são complementares e se reforçam. Não acredito que tenha sido por coincidência que a Rodada Uruguai (a
49830 oitava do GATT) tenha acontecido paralelamente a tantas iniciativas de
49830 cooperação regional, disse. Na sua análise, ""a liberalização do comércio regional pode oferecer economias de escala, oportunidades para especialização, pode atrair investimentos estrangeiros, ser uma voz coletiva mais forte nos conselhos econômicos mundiais, e pode oferecer também ganhos políticos, às vezes. Em um contexto regional, entre países vizinhos que pensam de modo semelhante, pode ser mais fácil resolver problemas, do que em um contexto global". No entender do diretor-geral do GATT, o Brasil já vem promovendo importantes mudanças em sua política comercial que caminham na direção da Rodada Uruguai, como o projeto de proteção à propriedade intelectual, a abertura econômica e a proposta de consolidação de tarifas no GATT. Atualmente, o Brasil tem apenas cerca de 700 itens com tarifas consolidadas e a proposta do governo brasileiro, já encaminhada, significará, segundo o embaixador Celso Amorim, representante do Brasil junto ao GATT, a consolidação de todo o universo de tarifas brasileiras no GATT (GM).