A movimentação dos chefes das Forças Armadas, nesta conjuntura de agravamento da crise política, está ganhando atenção crescente entre líderes políticos. Ontem, por exemplo, o vice-chefe do EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas), general-de-divisão Glauber Vieira, foi ao Congresso Nacional para um debate com parlamentares, no qual preocupou-se em destacar a "missão constitucional" dos militares na política interna, que definiu como a "garantia dos poderes constitucionais e, nos limites do ordenamento jurídico, a lei e a ordem". As Forças Armadas, observou, têm uma atuação interna que adquire relevância "quando outros instrumentos da vida nacional se mostram ineficazes". Sugeriu que "o povo, por seus representantes, aos quais cabe a iniciativa de emprego das Forças Armadas, discuta o papel dessas instituições". E acrescentou: "Hoje, mais do que nunca, uma nação possui a expressão que lhe concede um projeto comum, um projeto nacional. Que seja, de uma vez por todas, realmente de todos. Para tanto, é indispensável que se recupere a capacidade de elaborar um pensamento nacional. Que contemple as Forças Armadas com o justo papel que lhes cabe em um estado moderno, mas antes de tudo nacional" (GM).