A integração de fato do MERCOSUL dificilmente acontecerá em 1994, como está programado no acordo entre os países-membros. Segundo o presidente da Sementes Agroceres, Ney Bittencourt, faltam três condições fundamentais para essa integração: moeda de referência, como o ECU na CEE; política tributária ou compensadora; e a existência de uma política agrícola comum. "Nós estamos discutindo os detalhes, mas não atacamos ainda as bases macroeconômicas do MERCOSUL", afirma Bittencourt. Ele acha que um dos entraves para o funcionamento do MERCOSUL é a diferença de política cambial entre os países-membros. Isso faz com que em uma no o cruzeiro fique supervalorizado em relação ao dólar e, no outro, como acontece este ano, o peso argentino fique valorizado. Com essas diferenças não há como estabelecer uma moeda de referência, necessária para facilitar a conversão entre as divisas. As diferenças das políticas tributárias entre os países também estão longe de serem resolvidas (O Globo).