O grupo Sadia exportou até a primeira quinzena de agosto cerca de 10 mil toneladas de suína, 3.233% a mais que todo volume comercializado em 1991, quando foram exportadas 300 toneladas. Segundo o vice-presidente internacional da empresa, Alex Fontana, o grande mercado aberto para justificar esse crescimento é o dos países do MERCOSUL, especialmente a Argentina. "Nossos produtos tiveram excelente aceitação nesses mercados", disse. Segundo ele, a Sadia pretende exportar neste ano 15 mil toneladas de carnes suínas, faturando US$28 milhões. Fontana disse que as vendas cresceram significativamente após a implantação do escritório da empresa em Buenos Aires. "O escritório possui um sistema similar aos centros de distribuição que mantemos em diversas cidades brasileiras e permite um contato contínuo com os clientes", disse. A empresa mantém na cidade uma frota de veículos próprios para atender desde grandes atacadistas até supermercados na Grande Buenos Aires, que concentra praticamente a metade da população argentina. As exportações totais do grupo cresceram 40% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 91. As exportações somaram US$206 milhões. As vendas no mercado interno, no entanto, apresentaram queda de 10% na comparação dos dois períodos. O acordo NAFTA, que criou o mercado comum entre os EUA, Canadá e México, vai beneficiar as exportações de carnes bovinas do grupo Sadia para esses países. Para Alex Fontana, o fato de a empresa já possuir autorização para comercializar esses produtos nos mercados norte-americano e canadense abrirá por consequência as portas do mercado mexicano. Neste ano, a Sadia embarcará cerca de oito mil toneladas de carnes bovinas para o Canadá e EUA, no valor de US$22 milhões (GM).