BRASIL E ARGENTINA CHEGAM A CONSENSO SOBRE REGRAS PARA NEGÓCIOS

Representantes da indústria têxtil argentina e brasileira chegaram a um consenso sobre as regras que esperam orientem os negócios entre os dois países durante a fase de transição ao MERCOSUL. A informação foi dada ontem, em São Paulo, pelo presidente da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Luiz Américo Medeiros. Segundo ele, um acordo assinado na última reunião do setor (dia 11 último) será agora submetido à análise dos governos de cada país. Este primeiro acordo setorial ainda não foi subscrito pelo Uruguai, entre outros motivos por não concordar com a cláusula de salvaguarda, e pelos confeccionistas paraguaios que preferem "estudar melhor o documento". O Brasil, segundo Medeiros, conseguiu negociar o fim da lista de exceções argentina. Nesta lista havia aproximadamente 200 produtos têxteis cuja importação não era beneficiada pelo desconto de 61% nas alíquotas que já está vigorando entre os dois países. A lista brasileira tinha apenas quatro produtos. A Argentina por sua vez, informou Medeiros, conseguiu que fosse estabelecido um volume de importação dos produtos que tem essa preferência terifária. Entre os pontos acordados estão a formação de um comitê setorial de caráter privado que acompanhe o processo de integração, a solicitação a seus respectivos governos de que se fixem rapidamente tarifas aduaneiras externas unificadas e definam uma legislação anti-"dumping", e anti- subsídios comum para toda a região (que determine em caráter de urgência os prazos de abertura da investigação, prova e sanção definitiva no prazo máximo de 45 dias) (GM).