Depois de aplicar cotas para a importação de três categorias de papel brasileiro, o governo argentino decidiu impor direitos compensatórios à entrada no país de velas de ignição fabricadas em São Paulo pela NGK e que estariam sendo exportadas para a Argentina com preços abaixo do custo. A Secretaria de Indústria e Comércio Exterior da Argentina (SICE) examinou durante cinco meses as queixas dos fabricantes locais e concluiu que a empresa brasileira estava de fato praticando "dumping". Como consequência, estabeleceu a cobrança de um direito alfandegário de 16,66% a todas as importações de velas brasileiras que se realizem a preços FOB-- saídos de fábrica-- inferiores a US$0,63 por unidade. Técnicos do governo argentino concluíram que esse é o preço normal das velas NGK no mercado brasileiro. Entre os queixosos de concorrência desleal está o principal fabricante argentino de velas, a Beaumont, que teria sido obrigada a fechar suas portas depois que as velas brasileiras entraram no mercado. Em São Paulo, a direção da NGK não quis manifestar-se sobre o assunto (GM).