O deputado Aldo Rebelo (PC do B-AL) entregou ontem ao relator da CPI do caso PC Farias, senador Amir Lando (PMDB-RO), documentos oficiais obtidos no Uruguai, reforçando a convicção de que o empréstimo de US$3,7 milhões feito por Cláudio Vieira com a Alfa Trading foi uma operação simulada. As pessoas que negociaram com Vieira já foram condenadas no Uruguai. Rebele também disse ter indícios de que o ministro da Economia do Uruguai, Ignacio de Posadas Montero, esteja envolvido na "Operação Uruguai". Segundo ele, Posadas tem um conceituado escritório de advocacia financeira em Montevidéu, e era neste escritório que funcionava a ASD del Uruguay, de Alcides Diniz. O relatório da subcomissão aeronáutica da CPI acusa o dono da VASP, Wagner Canhedo, de ter "profundo envolvimento" em operações da Brasil-Jet, empresa de táxi aéreo de PC. Segundo o relatório, a hipótese mais provável é a de que empresas de Canhedo eram usadas para "esquentar" dinheiro recebido por PC "de qualquer fonte escusa". Pela primeira vez, o beneficiário de um correntista "fantasma" admite que o dinheiro vinha de PC. O deputado federal Paulo Octávio (PRN-DF) informou ontem que sua empresa vendeu dois imóveis a PC. O pagamento foi feito pelos "fantasmas" Manoel Dantas Araújo e Flávio Maurício Ramos. PC nega ter relação com os "fantasmas" (FSP).