A balança comercial do Brasil com os países do MERCOSUL representou, no primeiro semestre deste ano, exportações de US$1,64 bilhão e importações de US$903,8 milhões, resultando, assim, um saldo favorável para o país de US$742,34 milhões. No mesmo período do ano passado, os dados eram exatamente o inverso: exportações brasileiras de US$923,3 milhões, importações de US$1,01 bilhão e um déficit comercial do Brasil com os três países do MERCOSUL de US$90,35 milhões. As vendas para a Argentina em julho cresceram 172,86% em relação ao mesmo mês de 91. A Argentina manteve a posição de segundo maior comprador dos produtos brasileiros, atrás dos EUA (US$4 bilhões em importações brasileiras de janeiro a julho). Outros países do MERCOSUL também intensificaram o comércio com o Brasil, como o Paraguai, que importou mais 109%. Segundo o DECEX (Departamento de Comércio Exterior), no primeiro semeste do ano, as exportações brasileiras de autopeças, componentes e veículos prontos para a Argentina cresceram 431,29% sobre o mesmo período de 91. O movimento também aconteceu em sentido contrário. Entre janeiro e junho, o Brasil importou do setor automotivo argentino 109,3% a mais que em igual período de 91. O Brasil exportou para a Argentina no primeiro semestre deste ano US$1,2 bilhão e importou US$657 milhões. O saldo em favor do Brasil foi de US$600 milhões. No primeiro semestre do ano passado o saldo foi de US$201 milhões. Para o Paraguai, o Brasil exportou este ano US$217 milhões, pouco abaixo do volume atingido no ano passado, enquanto as importações cresceram cerca de 40%. As exportações para o Uruguai ficaram no mesmo patamar do primeiro semestre de 91 e as importações caíram de US$221 milhões para US$144 milhões (FSP) (O Globo) (GM).