Os negociadores brasileiros e bolivianos reunidos em La Paz chegaram, ontem, a um acordo em relação ao preço do gás natural que o Brasil importará a partir de 1995, quando o gasoduto estiver pronto. O Brasil pagará US$0,90 por milhão de BTU na boca do poço, sem o transporte. O problema agora está sendo a cláusula de reajuste pela qual os bolivianos teriam a possibilidade de realizar aumentos periódicos de preço. No próximo dia 17, o presidente Fernando Collor assinará o contrato comercial sobre o gasoduto entre os dois países. Os ministros das Relações Exteriores dos dois países firmarão três documentos: um acordo de alcance parcial de promoção do comércio entre os dois países, que assegura a passagem do gás pelo território brasileiro durante 45 anos; um acordo por "troca de notas" anulando os entendimentos anteriores, de 1988/89, que estabeleciam a construção de uma termelétrica na Bolívia, que iria fornecer energia ao Brasil; e o contrato de fornecimento, que ainda está sendo negociado. Dentro de seis meses deverá ser iniciada a construção do gasoduto. Nesse período, a PETROBRÁS vai assinar contratos com as empresas estaduais de gás, que farão a distribuição do produto, e o governo continuará as negociações com o BID e com o BIRD, que mostraram interesse em financiar a obra, a um custo estimado de US$1,2 bilhão (GM).