LIVRE MERCADO VAI SE AMPLIAR

O secretário (ministro) do Interior dos EUA, Manuel Luján, disse ontem que o acordo de livre mercado negociado com o Canadá e o México-- o NAFTA--, formando o maior bloco comercial do mundo, com 360 milhões de consumidores e PIB de US$6 trilhões, não está limitado apenas aos três países mas se projeta por todo o continente americano. Segundo ele, já é possível se pensar numa ampliação desse mercado abrangendo toda a América e seus 712 milhões de habitantes. Luján, disse que as fronteiras abertas e a cooperação econômica sinalizam o caminho para possibilidades muito amplas. Ele chegou a citar como idéias que poderiam ser implementadas "um projeto espacial conjunto com astronautas mexicanos, brasileiros e argentinos". O secretário pensa também em "defesa militar conjunta" e em uma série de projetos na área de tecnologia de ponta. Para ele, o continente caminha para se integrar da mesma forma que os países europeus. O NAFTA "não deve criar um bloco comercial fechado ou erigir novas barreiras para os demais países", advertiu ontem o comissário europeu encarregado das Relações Exteriores, Frans Andriessen. A Comissão Européia (órgão executivo da Comunidade Econômica
49613 Européia) saúda os acordos de comércio regional que podem contribuir de
49613 modo positivo para os intercâmbios multilaterais e cujas disposições
49613 beneficiem a terceiros países, enfatizou Andriessen, ao destacar que ""as regras do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) devem ser plenamente respeitadas" (JB).