O setor de café dos quatro países integrantes do MERCOSUL reunidos ontem em São Paulo discutiram o tópico de marcas e patentes, registrando os principais problemas que enfrenta para serem encaminhados ao Subgrupo 7. A proposta é de que seja dada preferência ao princípio da notoriedade-- prevalecendo as marcas mais antigas--, informou José Luiz Melo Monteiro, do Departamento de Abastecimento e Preços (DAP), do Ministério da Economia. Outro ponto que se discutiu foi a preferência dos argentinos em comprar o café brasileiro que é consumido internamente-- tipo 8. Pela legislação brasileira, o país só pode exportar do tipo 6 para melhor. O governo brasileiro sugeriu um estudo sobre a equivalência de defeitos, revendo a tabela de classificação, para que então se possa exportar, por exemplo, cafés quebrados para que não sejam tachados de cafés ruins, pois, após a moagem, o sabor seria o mesmo de um café inteiro. Embora a importação da Argentina, Paraguai e Uruguai some 600 mil sacas ou 2,5% da exportação total do Brasil, há uma preocupação em preservar a imagem de qualidade do café brasileiro. Além disso, a exportação de tipos baixos entraria em choque com o Programa de Qualidade e Produtividade que o Brasil vem adotando, explicou Monteiro (GM).