DECISÃO SOBRE "IMPEACHMENT" RACHA PFL

O PFL rachou. A cúpula pefelista concluiu não ter como exigir que seus parlamentares votem contra o Impeachment" do presidente Fernando Collor, principalmente as bancadas do Maranhão e de Pernambuco. O governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (PFL), disse que o partido não vai apoiar o presidente incondicionalmente, qualquer que seja o resultado das investigações da CPI do caso PC Farias. O Planalto também começa a perder o apoio de parlamentares de outros partidos governistas. Ontem, três dos 19 deputados federais do PDC se pronunciaram pelo afastamento de Collor. Um deles, José Maria Eymael (SP), disse que sua situação ficou insustentável e que "quanto mais rápido Collor sair do poder, melhor". Primeiro a ocupar o cargo de ministro da Agricultura no governo Collor, o governador de Brasília (DF), Joaquim Roriz (PST), determinou a assessores que mudem sua política de marketing, no sentido de desvinculá-lo da imagem do presidente . Anteontem, o PSC havia se tornardo o primeiro partido a romper com o governo e apoiar o Impeachment" (FSP).