De novembro de 1990 a abril de 1992, a primeira-dama Rosane Collor recebeu um total de US$506.700 (o equivalente a Cr$2,5 bilhões) do esquema PC. A CPI que investiga o caso, no entanto, ainda não levantou os repasses do esquema PC para Rosane nos primeiros meses de 1990, mas já sabe que na conta de Isabel Teixeira, ex-secretária da primeira-dama, foram depositados outros US$965 mil. A CPI descobriu também mais um elo entre PC e a equipe da ex-ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello. A subcomissão de bancos encontrou depósitos de dois "fantasmas", José Carlos Bonfim e Flávio Maurício Ramos, no valor de US$236.700-- Cr$1,8 bilhão-- na conta de João Carlos Camargo, ex-chefe de gabinete e ex-secretário particular de Zélia. Os dois "fantasmas" são os mesmos que pagaram a hospedagem de integrantes da equipe da ex-ministra na Academia de Tênis, em Brasília (DF), através de depósitos na conta de José Max Reis Alves, ex-secretário de Administração do Ministério da Economia (JB).