O ex-tenente, médico psicanalista, Amílcar Lobo, oficial da reserva do Exército-- que durante quatro anos assistiu presos políticos torturados no quartel da Polícia do Exército no Rio de Janeiro-- apontou os nomes dos militares que encabeçavam a tortura no período em que o ex-deputado Rubens Paiva foi morto na cela do DOI-CODI, em janeiro de 1971. São eles: o então comandante do 1o. Batalhão da PE, coronel Nei Fernandes Antunes (já falecido); o capitão "Leão" (que era chefe do serviço reservado da PE); o tenente Armando Avólio Filho-- foi comandante do Pelotão de Investigações Criminais (PIC) da PE, e serve atualmente como tenente-coronel de serviço, em Goiânia--; o capitão João Câmara Gomes Carneiro (capitão da PE em Minas Gerais foi designado para servir no DOI-CODI no Rio de Janeiro-- seu nome consta do livro "Brasil--Nunca Mais"); tenente Luiz Mário Vale Correia Lima (promovido a major em 1980, serviu no DOI-CODI do Rio de Janeiro de agosto de 1968 a agosto de 1970); major Ricardo Agnese Fayal (atual médico do Hospital Central do Exército); e Luís Timóteo de Lima (policial civil, trabalha atualmente como chefe de segurança da loja "Mesbla", no centro do Rio de Janeiro. Amílcar Lobo disse que a maioria dos torturadores era formada por sádicos movidos pelo prazer de exercer a função. Em processo que classifica de "catarse", o ex-psicanalista admite ter sido conivente com a tortura, mas reafirma que não "mantinha silêncio total" sobre suas atividades (JB).