O empresário Paulo César Farias disse ontem à CPI que investiga a privatização da VASP ter emprestado cerca de US$7 milhões (Cr$520 milhões na época e Cr$31,5 bilhões atualmente) ao empresário Wagner Canhedo, em 11 de setembro de 1990. Mas disse não saber se o dinheiro foi usado na compra da VASP, adquirida por Canhedo uma semana antes do empréstimo. PC confirmou ter assinado dois cheques, um no valor de Cr$250 milhões e outro de Cr$270 milhões, da conta da EPC no Banco Rural, dados como empréstimo. Segundo ele, o empréstimo foi feito à Viplan, uma das empresas do grupo Canhedo, "que quitou a dívida, pagando juros de mercado, 10 ou 15 dias depois". PC respondeu negativamente a diversos parlamentares que quiseram saber se ele é sócio de Canhedo na VASP. O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) apresentou requerimento à CPI pedindo a prisão preventiva de Paulo César Farias. O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), determinou à Procuradoria Geral do Estado, Secretaria da Fazenda, BANESPA e Nossa Caixa que executem judicialmente as dívidas da VASP-- cerca de US$27 milhões (FSP) (JB).