Subsidiar, usando novos títulos públicos, os juros de financiamentos do setor privado é a principal proposta em exame no governo para a montagem de um programa de incentivo à retomada do desenvolvimento. "O grande problema dos investimentos no Brasil, hoje, são as altas taxas de juros", admitiu a secretária nacional de Economia, Dorothéa Werneck, ao revelar que o governo irá enviar ao Congresso Nacional projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), autorizando a emissão desses novos títulos do Tesouro Nacional. Esses papéis seriam utilizados para cobrir, em valor, a diferença entre os juros dos empréstimos internos tomados pelas empresas para investimentos e as taxas cobradas no mercado externo. Vamos fixar um padrão internacional, afirmou. A equalização das taxas se efetivará quando o novo investimento começar a dar lucro. A empresa então utilizará o título do Tesouro para pagar os impostos devidos. Não estão definidos ainda os prazos, forma de correção e o volume de recursos que deixará de ingressar no Tesouro, substituídos pelo papel. Discute-se a possibilidade de autorizar a negociação desses papéis no mercado secundário. O BNDES deverá abrir uma linha de crédito para financiar a compra de material de construção. A secretária Dorothéa Werneck não antecipou de quanto será essa linha de crédito ou como serão as regras de acesso aos recursos, mas disse que essa iniciativa faz parte do plano do governo de reativar a construção civil, dentro da preocupação de reduzir os efeitos da recessão econômica. Além desta linha, o governo conclui ainda esta semana um levantamento de todos os programas na área social e dos recursos que estão disponíveis para cumpri-los (O ESP) (O Globo) (JB).