média, de 35%, sendo que 70% desse total correspondendo ao ICMS. Nos países vizinhos, os tributos não representam mais que 17%", afirmou Matsuda. Isso acaba tornando mais baratos produtos estrangeiros de melhor qualidade que o nacional, como é o caso do trigo argentino. "O trigo, juntamente com a vinicultura, são dois dos setores da produção rural brasileira que mais inspiram cuidados da esfere governamental no âmbito do MERCOSUL", reconhece Matsuda. Os impostos na Argentina poderão subir para os exportadores de trigo, a
49472 fim de equiparar a cotação do produto argentino com o preço mínimo fixado
49472 pelo governo brasileiro para a produção interna, disse Carlos Basco, diretor de Economia Agrícola e Pesca da Argentina, esclarecendo que isso será feito na mesma medida em que ocorrer uma redução da tributação no Brasil. Celso Matsuda não acredita na perda de competitividade de alguns produtos agrícolas, como o frango na Argentina ou o trigo no Brasil, em razão de condições mais favoráveis tanto em custo quanto em técnicas de produção do país vizinho. "Com uma produção em torno de 2,5 milhões de toneladas de trigo, a Argentina não tem como suprir sozinha a demanda brasileira, que é de oito milhões de toneladas (50% das quais, atualmente, importadas)", afirmou (GM).