CNBB PEDE PUNIÇÃO PARA OS CULPADOS NO CASO PC FARIAS

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu ontem as investigações conduzidas pela CPI do caso PC Farias. O presidente da entidade, dom Luciano Mendes de Almeida, afirmou que "a verdade tem que ser apurada, doa a quem doer". Ele condenou a política do "é dando que se recebe", adotada pelo governo para evitar o Impeachment" do presidente Fernando Collor: "Não é possível que alianças políticas sejam feitas à custa de verbas. Não se pode diminuir a merenda escolar para conseguir certas adesões. E isso ocorreu". Dom Luciano entregou ao presidente do Congresso Nacional, senador Mauro Benevides (PMDB-CE), uma nota oficial da CNBB. "A sociedade, de quem tanto sacrifício se tem exigido em nome da estabilidade econômica, não suporta mais conviver com o espetáculo constante dos desvios de recursos públicos para enriquecimento ilícitos", diz o documento. A Associação Evangélica Brasileira também divulgou nota oficial defendendo a aprovação do Impeachment" o presidente Collor pelo Congresso e o respeito à Constituição, com a posse do vice-presidente, Itamar Franco. "A opção pragmática e imediatista que reza a preservação do presidente Collor a qualquer preço é totalmente suicida", afirma a nota, acrescentando que se forem comprovados os crimes de responsabilidade e sonegação de impostos "alegadamente cometidos pelo presidente, a sua permanência no cargo terá as mais dasastrosas consequência possíveis para o país, agora e nas gerações por vir". A entidade afirma ainda que a não responsabilização do presidente significará "opção clara e explícita pela impunidade e pela anarquia administrativa (FSP) (O Globo) (JB).