O governo comunica oficialmente esta semana ao FMI que a aceleração da inflação impediu o cumprimento da meta de déficit nominal-- dívidas interna e externa do setor público, incluindo as correções cambial e monetária-- prevista no acordo brasileiro. Uma missão técnica segue amanhã para Washington (EUA) levando os resultados do primeiro semestre, os quais mostram um estouro de cerca de Cr$50 trilhões no déficit nominal, que deveria ficar contido em Cr$120 trilhões no período de janeiro a junho. Se a avaliação do programa econômico não dependesse do comportamento da inflação, o governo poderia exibir o cumprimento de todas as metas. Isso porque a área econômica conseguiu conter as despesas e limitar, como previa o acordo, em Cr$11,4 trilhões o déficit operacional (que exclui as correções monetária e cambial), apesar dos elevados gastos com os juros da dívida interna. A missão técnica brasileira limitará as conversas com o FMI à apresentação dos números do primeiro semestre (O ESP) (JC).