Os salários tiveram perda de até 66,44% para a inflação no período de janeiro a julho deste ano. A informação consta de pesquisa realizada pela empresa de consultoria Arthur Andersen. Foram pesquisadas 68 empresas de 13 ramos da economia nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Nenhum dos setores concedeu antecipações salariais superiores ao IPC da FIPE. Apenas em dois ramos (calçados e construção civil), o número de funcionários aumentou. Nos demais, houve demissões. No caso das empresas que seguem a lei salarial e concederam para a faixa superior a três salários-mínimos só a parcela fixa determinada pelo governo, a pesquisa considerou como antecipação zero. A perda salarial e a variaçãodo número de empregados por ramo de atividade é a seguinte: têxtil (66,44%, -2,41%), metalúrgico (59,36%, - 19,56%), eletro-eletrônico (44,26%, -19,50%), bancos (36,67%, -3,08%), seguradora (25,15%, -11,54%), calçados (21,58%, 11,42%), comércio (21,49%, -7,04%), mineração (21,47%, -1,93%), alimentício (19,58%, -28,22%), construção civil (18,43%, 9,50%), distribuição de petróleo (14,95%, - 1,89%) e automotivo (1,69%, -1,83%) (O Globo).