BRIZOLA PROPÕE QUE TRABALHADOR DETENHA 32% DAS AÇÕES DA CSN

Mais de um ano após os primeiros encontros em que o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), começou a pleitear junto ao presidente Fernando Collor a estadualização da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), LIGHT e TV Educativa, só a primeira empresa está com seu futuro definido. Em vez de estadualização, a CSN será privatizada, em um processo que dará aos trabalhadores preferência na compra das ações. Eles poderão adquirir 20%, ficando a Caixa de Benefícios dos Funcionários (CBF) da siderúrgica com 12%. Na privatização da USIMINAS, os funcionários puderam comprar apenas 10%. Será a democratização do capital da CSN, afirma o presidente do BANERJ, Antonio Carlos Brandão, emissário de Brizola nas negociações. Pela proposta de Brandão, o BANERJ vai comprar 15% e gerenciar também os dois lotes dos trabalhadores, num total de 47% das ações, além de ser o avalista da aquisição de 20% pelos metalúrgicos. Os restantes 35% serão adquiridos por empresas privadas que já transacionam com a CSN, mas nenhuma delas, segundo Brandão, poderá adquirir mais de 6% das ações. No BNDES, a proposta do BANERJ "está em fase de estudos". Pelas estimativas de Brandão, a siderúrgica "precisa investir US$1,2 bilhão em tecnologia e máquinas nos próximos sete anos" (JB).