PF INCLUI COLLOR NO INQUÉRITO DO CASO PC

A Polícia Federal inclui oficialmente esta semana o presidente Fernando Collor no inquérito do caso PC Farias. A PF deve tomar providências para solidificar a citação de Collor junto ao STF (Supremo Tribunal Federal). A inclusão de Collor no inquérito se dará assim que a PF receber os cheques emitidos por correntidas "fantasmas" e que foram depositados na conta da secretária de Collor, Ana Acioli. O delegado Paulo Lacerda pediu esses documentos ao Banco Central, e não à CPI, para evitar a eventual anulação das provas por quebra de sigilo bancário. O presidente Fernando Collor comemorou ontem, com três dias de antecipação, seus 43 anos com um churrasco na Casa da Dinda. Compareceram 90 pessoas, entre ministros, parlamentares e amigos. A festa custou Cr$56 milhões e foi paga por um empresário. O deputado Sigmaringa Seixas (PSDB- DF), membro da CPI, disse que Collor violou lei que proíbe funcionários públicos de receberem presentes. A festa foi bancada pelo empresário brasiliense Wigberto Tartuce. Dois relatórios do Banco Central revelam que a evasão de divisas do Brasil é feita por uma rede de empresas, na maioria "fantasmas", registradas em paraísos fiscais no Caribe e no Uruguai. Protegidos pelo sigilo bancário, elas chegam a movimentar, cada uma, até US$1 milhão por dia. Parte do dinheiro tem origem no narcotráfico, no caixa dois de empresas e em propinas. O Ministério Público Federal estima que a evasão se aproxima da cifra de US$1 bilhão por ano (FSP).