RENOVAÇÃO DE ACORDOS SALARIAIS

O desemprego, que atinge 1,3 milhão de pessoas só na Grande São Paulo, e a recessão levaram o movimento sindical a abrandar as reivindicações salariais. Além disso, os acordos firmados entre diversas categorias e empresas da iniciativa privada suplantaram reajustes previstos pela lei salarial em vigor, pela qual devem ser feitas correções a cada quatro meses. A greve dos portuários, no último dia sete, foi a primeira manifestação, depois de vários meses de reivindicação por aumento salarial. A partir de agora, porém, com as negociações para renovação do acordo coletivo dos bancários e dos petroleiros-- duas categorias com base nacional-- esse marasmo pode dar lugar a árduas disputas por reposições. Principalmente para os funcionários de empresas estatais, em que a
49419 correção salarial foi menor nos últimos meses, as negociações serão
49419 difíceis, avalia Sérgio Mendonça, diretor-técnico do DIEESE. Os 50 mil petroleiros do país estão reivindicando reposição de 80% para os menores salários que tiveram, consequentemente, índices maiores de reajuste nos últimos 12 meses. Os funcionários do Banco do Brasil se preparam para enfrentar as mesmas dificuldades. Pedem reposição de até 400%, incluindo os 84% "ocultos" pelo Plano Collor, reivindicação feita por todos os 700 mil bancários do país (O ESP).