O Brasil pagou no ano passado US$800 mil (Cr$3,5 bilhões) em encargos financeiros pelo dinheiro que pediu emprestado ao Banco Mundial (BIRD) e não utilizou em projetos ambientais-- em dezembro de 1990, o BIRD assinou com o Brasil um empréstimo de US$117 milhões (Cr$515,6 bilhões) para o Programa Nacional de Meio Ambiente. Somado aos juros cobrados sobre uma pequena parcela deste empréstimo que chegou a ser investida no país, o prejuízo ultrapassa a casa dos US$1 milhão (Cr$4,4 bilhões). O dinheiro gasto anualmente pelo Brasil em multas pela não utilização do dinheiro destinado ao meio ambiente começa a provocar reações de protesto entre as autoridades do setor. "Conseguimos captar, mas nunca aplicamos os recursos", lamenta o presidente do Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro, Axel Grael. "A burocracia oficial não está preparada para receber o dinheiro que vem do exterior para os projetos ambientais", declara o presidente da Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente (ABEMA) e sub-secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo, Almir Bressan (O ESP).