TRABALHADORES ESTUDAM EFEITOS DO MERCOSUL

A abertura da economia dos países participantes pode provocar uma maior
49417 centralização do capital através de reflexos sobre os setores menos
49417 competitivos, podendo levar à quebra de empresas, desemprego, etc. A avaliação foi feita pela subseção do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) no Sindicato dos Bancários de Florianópolis (SC) a respeito do MERCOSUL, acordo de integração comercial entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Na análise, a subseção observa que as atividades relativas ao MERCOSUL desenvolvidas pelos governos têm sido meramente técnicas, sem nenhuma preocupação social. O movimento sindical começa a se preocupar com a possibilidade de perda de alguns direitos, como estabilidade no emprego, seguridade social e liberdade de organização. "A tendência à desregulamentação do mercado de trabalho para o qual a integração aponta pode conduzir à perda de algumas conquistas trabalhistas, quase sempre obtidas a duras penas pelos trabalhadores dos países envolvidos", diz o estudo da subseção do DIEESE. O primeiro acordo referente ao MERCOSUL foi assinado em 1985 entre Brasil, que detém 71,75% da população do futuro mercado comum, e Argentina, que tem 23,3% da população. Em 1991, Paraguai (3,4%) e Uruguai (1,5%) assinaram o Tratado de Assunção e também se juntaram ao MERCOSUL, que deve entrar em funcionamento a partir de 1995. "A idéia do MERCOSUL é vinculada à pregação de abertura dos mercados, da modernidade e da livre circulação de mercadorias e mão-de-obra. Ou seja, surge com a onda neoliberal que varre a América Latina (AGENFAX no.134-17/07/92).