REPRESA AMEAÇA RESERVA GUARANI EM SÃO PAULO

No final deste mês, índios e ambientalistas voltarão a entrar em pé de guerra contra o Estado de São Paulo: uma polêmica envolvendo água, índios guaranis e Mata Atlântica retornará à Secretaria do Meio Ambiente do estado (SMA). A SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) reapresentará aos técnicos da SMA um plano que pretende ampliar o abastecimento de água ao sul da região metropolitana de São Paulo e dar fim aos incômodos rodízios a cada verão. A intenção da empresa é reverter o curso de dois rios da região-- o Capivari e o Monos-- que correm para o litoral. Ela pretende formar quatro reservatórios, conduzir as águas para a represa de Guarapiranga, tratá- las e distribuí-las para cerca de um milhão de pessoas. Só que, no meio desse plano, há 370 índios distribuídos em três das nove reservas guaranis do estado, 1.500 hectares de Mata Atlântica e uma lista de espécies ameaçadas de extinção (FSP).