A classificação dos produtores rurais, para efeito de enquadramento nas operações de política agrícola, que coloca os pequenos produtores entre 25 mil e 75 mil Unidade de Referência Rural e Agroindustrial (Uref), conforme as novas regras do pacote agrícola, contraria o principal objetivo do programa de crédito rural que é justamente a produção de mercado. A opinião é do diretor de crédito rural da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), Franklin Mendes Thame. A nova classificação do pequeno produtor fixa uma redução de 50% em sua renda bruta anual que passa de Cr$109 milhões (até o dia 1o. de julho último) para os atuais Cr$75 milhões. Isto significa uma receita bruta anual muito pequena e o produtor, detentor dessa renda, geralmente não procura o banco. Sua produção é de subsistência e não voltada para o mercado", explicou Thame. O valor da receita bruta para médios e grandes produtores ficou praticamente igual ao pacote anterior, assim como as demais regras de crédito rural, acrescentou Thame. Contudo, a colocação de recursos pela rede privada daqui para frente deverá ser mais difícil diante da nova classificação de pequenos produtores, frisou (GM).