A CPI do caso PC Farias encontrou na conta do "fantasma" José Carlos Bonfim um cheque para Ferreira Netto (US$125 mil), que a comissão supõe ser o jornalista filiado hoje ao PST, vários para o presidente do PRN, Daniel Tourinho, e para parentes e ex-auxiliares do presidente Fernando Collor, como a primeira-dama, Rosane Collor (US$45 mil), a ex-mulher do presidente, Lilibeth Monteiro de Carvalho, e o ex-porta-voz Cláudio Humberto Rosa e Silva. Ferreira Neto foi candidato a senador (PRN-SP) e Daniel Tourinho, a deputado federal (SE). Não foram encontrados cheques nominais para parlamentares eleitos. Os cheques endossados (nominais a Bonfim e assinado no verso) foram descontados direto no caixa, sem passar por nenhuma conta. Isto impede a identificação de candidatos que receberam ajuda financeira de PC. O cheque a Ferreira Netto foi de Cr$10 milhões (valor da época, o equivalente hoje a US$125 mil ou Cr$560 milhões). A CPI tem vários indícios de que a conta foi utilizada como caixa de campanha. Entre julho e novembro de 1990, cerca de US$9 milhões foram liberados pelo "fantasma" Bonfim. A maioria dos cheques é no valor de Cr$5 milhões, Cr$8 milhões e Cr$10 milhões (entre US$60 mil e US$120 mil). Daniel Tourinho recebeu vários destes cheques (FSP).