OS SEVEROS REQUISITOS PARA UMA ADESÃO AO NAFTA

Desde que entrou para a OEA, no final de 1989, o Canadá passou a se interessar mais pela América Latina. O governo canadense tem trabalhado para o desenvolvimento da democracia em El Salvador e Haiti, está finalizando um acordo de livre comércio com o México, do qual também participam os EUA, o chamado North American Free Trade Agreement (Acordo de Livre Comércio da América do Norte-- NAFTA); e negocia com o Chile dois acordos para evitar a bitributação e para garantir e proteger investimentos. Ontem, ao falar no Instituto Rio Branco, em Brasília (DF), sobre o acordo de livre comércio entre os EUA e o Canadá e as perspectivas da Iniciativa para as Américas do presidente norte-americano, George Bush, o professor Louis Perret, que ensina direito comercial internacional na Universidade de Ottawa, comentou que o NAFTA será um modelo para os demais países da região. Ele lembrou, porém, que no Canadá, o acordo com os EUA, que já está em vigor há três anos e meio, tem "má imagem junto à população e aos empresários, apesar dos resultados econômicos que contrariam as opiniões desfavoráveis. Segundo ele, de 1987 a 1991 houve um aumento de 42% nas exportações norte-americanas para o Canadá e de 28% nas vendas externas desse país aos EUA, com a criação de mais de um milhão de novos empregos. Perret disse que o MERCOSUL tem provocado curiosidade no Canadá e que há possibilidade de uma união entre o Mercado Comum do Sul e o NAFTA, cujas negociações deverão estar finalizadas até o final da próxima semana. A questão, lembrou, é que os quatro países do MERCOSUL terão de caminhar na mesma direção dos três parceiros do Norte e do Chile, que conseguiram vencer a inflação e tem economias desregulamentadas. Perret comentou ainda que o objetivo dos EUA com a iniciativa para as Américas é tornar a sua economia mais competitiva, com a expansão do mercado, que somará 700 milhões de consumidores (GM).