O conselho superior de economia da FIESP, reunido ontem, decidiu encaminhar ao governo pedido de redução das taxas de juro e de alargamento do cronograma que diminui as alíquotas de importação. As sugestões serão levadas ao governo pelo presidente da FIESP, Mário Amato. Ontem, após participar da reunião, Amato disse que "enquanto não se resolverem os problemas políticos, que devem durar de 60 a 90 dias, precisamos que se encontre um plano emergencial para a gente (a indústria) sobreviver com (o ministro) Marcílio, se possível". Para o porta-voz do conselho, Walter Sacca, que é também diretor do departamento de economia da FIESP, a idéia que os empresários expressaram nos últimos meses, de separar a crise política da vida econômica, não deu certo. A crise política está contaminando os negócios, o que já se sente, segundo ele, nas atividades econômicas do mês de julho (GM).