Dez vôos fretados por passageiros "fantasmas" renderam à Brasil-Jet, do empresário PC Farias, no ano passado o equivalente a US$566,9 mil (cerca de Cr$2,6 bilhões em valores de hoje). As notas fiscais relativas a estes vôos não trazem especificação sobre fretador, passageiro, rota e aeronave. Estas notas são as consideradas as mais irregulares pela Karvasair, empresa contratada pela CPI para investigar a Brasil-Jet e a Mundial Aerotáxi, que pertence ao sócio de PC, Jorge Bandeira de Mello. Os peritos também suspeitam que notas emitidas para empresas como a Tocantins Melhoramentos e Participações, o instituto de pesquisa Vox Populi, a AL Informações e Sistemas, o banco BMC, a Brata e empreiteiras como a OAS, Odebrecht e Serveng Civilan sejam frias. O Vox Populi pertence a Marcos Coimbra Filho, filho do secretário-geral da Presidência da República, embaixador Marcos Coimbra. A empresa prestou serviços à campanha de Collor em 89. A empresa de auditoria Kroll concluiu que PC foi o organizador da rede de oito empresas nos EUA-- entre elas Miami Leasing e PartExpress-- que aparecem em nome de Ironildes Teixeira. As empresas, segundo a Kroll, são apenas de fachada: podem servir exclusivamente para lavagem de dinheiro (FSP).