Há muita preocupação entre os banqueiros internacionais credores do Brasil, com relação ao futuro do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. Os rumores de que ele deixaria o governo eram o assunto do dia ontem em Nova Iorque (EUA). O temor dos banqueiros tem duas faces. De um lado está a possibilidade de renúncia de Marcílio: eles acham que haveria mudança da política econômica que eles apoiam. De outro está a manutenção do ministro no posto, mas cedendo às pressões do presidente Collor para relaxar o programa econômico, com o objetivo de desviar verbas para comprar votos de parlamentares e evitar o seu Impeachment". Se Marcílio sair será ruim para o país e para nós. Se ele ficar
49311 aceitando alterar a política econômica, sua posição estará enfraquecida
49311 e o resultado será idêntico: ruim para ambas as partes, disse um representante de um banco norte-americano. Em Brasília, o ministro Marcílio negou taxativamente que tenha apresentado uma carta de demissão ao presidente Collor e voltou a assegurar que, apesar da cobrança das bases governistas, não haverá mudança na política de austeridade econômica. "É claro que eu continuo no governo. Eu tenho um trabalho a fazer por esse país", declarou, respondendo às pressões que o PFL estaria fazenda para que ele deixe o cargo. O ministro ironizou o pleito dos governistas para que abra os cofres e libere recursos a fim de atender aos políticos: "Digo que vou abrir o cofre, mas afirmo que não há nada dentro dele" (O Globo).