O novo ministro da Educação, Eraldo Tinoco, admitiu ontem que o envio de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional) para os estados e municípios obedecerá a critérios políticos. O ex-ministro José Goldemberg, que estabelecera apenas critérios técnicos para o repasse do dinheiro do FNDE, deixou o cargo criticando as pressões que recebia de parlamentares para que a verba fosse destinada às suas regiões eleitorais. O total de recursos do fundo para a construção e recuperação de escolas e para treinamento de professores chega a US$500 milhões (cerca de Cr$2 trilhões) por ano. "Levarei sempre em consideração os critérios técnicos adotados pelos órgãos e, dentro desses limites, as prioridades políticas", disse Eraldo Tinoco logo após tomar posse do cargo, no Ministério da Educação (O Globo).