JUIZ CONDENA QUATRO NO CASO DO CÉSIO-137

Os proprietários do já desativado Instituto Goiano de Radioterapia, em Goiânia (GO), os médicos Carlos de Figueiredo Bezerril, Criseide Castro Dourado e Orlando Alves Teixeira, além do físico hospitalar responsável pela unidade, Flamarion Barbosa Goulart, foram considerados culpados pelo acidente com o césio-137 ocorrido em Goiânia há cinco anos e condenados por homicídio culposo na Justiça Federal. O juiz Gilson Barbosa dos Santos, da 5a. Vara em Goiás, fixou para eles pena de três anos de detenção, que poderá ser revertida em prestação de serviços à comunidade, e suspensão do exercício profissional durante o período. A sentença foi proferida quatro anos e meio após iniciada a ação penal, uma das quatro que tramitam na Justiça Federal. As outras são de indenização e civil pública, pedindo assistência integral às vítimas e construção rápida do depósito definitivo de rejeitos radioativos. Para o juiz, os donos do equipamento o abandonaram deliberadamente e o físico errou por omissão. A cápsula de césio foi retirada do prédio no dia 13 de setembro de 1987 por dois catadores de papel. A peça foi rompida a marretadas e vendida a um ferro-velho. A radiação provocou a morte de quatro pessoas e lesões corporais em pelo menos 16. Mais de 100 pessoas, no entanto, teriam sido expostas à radiação (O Globo) (FSP).