Os preços dos combustíveis vão subir, mensalmente, um ponto percentual acima da inflação, a partir do próximo mês. O anúncio foi feito ontem pela secretária nacional de Economia, Dorothéa Werneck. O objetivo da nova política é reforçar o caixa da PETROBRÁS. O último aumento, quase quatro pontos além da inflação, não vai mais se repetir, segundo Dorothéa. Ela acrescentou que, com os aumentos reais agora determinados, será possível recuperar a defasagem de preços. As tarifas de energia elétrica também sofrerão aumentos reais, mas em níveis ainda não estabelecidos pelo governo. No caso dos combustíveis, a nova política de preços foi negociada com a PETROBRÁS, disse a secretária. As receitas geradas pelos aumentos reais se destinarão a gastos, custeios e financiamentos da estatal. O Ministério da Economia não vai, no entanto, aumentar o Imposto de Importação sobre petróleo para destinar recursos às obras de recuperação de estradas, como desejava parte do governo. Em seu acordo com o FMI, o Brasil comprometeu-se a elevar as tarifas em 15% acima dos preços médios de 1991. Esta meta já havia sido atingida na maioria dos preços, com exceção dos combustíveis e energia elétrica, que tiveram seus cronogramas retardados a partir de março, para evitar a pressão das tarifas sobre a inflação (O Globo) (JB).