O governo começou ontem a negociar a dívida de US$5,9 bilhões que o país tem junto às agências de bancos brasileiros no exterior. O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, e o negociador da dívida, Pedro Malan, tiveram ontem a primeira reunião com representantes dos bancos Itaú, Unibanco, Econômico, Real, Nacional, BCN, Noroeste e Mercantil de São Paulo. Marcílio ofereceu aos presidentes dos bancos um novo bônus para a reestruturação da dívida. Trata-se de um título com 18 anos de prazo, 10 anos de carência e juros de Libor mais 7/8 (ou 0,875%), que representa uma variação do "debt convertion bond" e do "new money bond", instrumentos que fazem parte do acordo de princípios com os bancos internacionais credores do país, mas com uma diferença: aos bancos brasileiros não será exigido o aporte de dinheiro novo. Pedro Malan adiantou que já há um "rascunho" da minuta do acordo ("term- sheet"), que ainda será submetido ao comitê de bancos estrangeiros-- o comitê também terá de concordar com a proposta privilegiada feita aos bancos brasileiros-- e a versão definitiva deverá estar pronta antes do final deste mês (O Globo) (GM).