A União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) fez um levantamento do setor no Rio Grande do Sul, responsável por 95% da produção de vinhos do país. E, com base nos dados, elaborou o projeto Provitis, indicando os caminhos que precisam ser seguidos e os recursos necessários para a renovação dos vinhedos a fim de que a atividade primária alcance o mesmo nível de competitividade da indústria vinícola e possa enfrentar a concorrência dos países do MERCOSUL. O Provitis é uma idéia em cima das necessidades do setor, disse Danilo Cavani, um dos vice-presidentes da Uvibra. Ele informou que o projeto foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e ao governo gaúcho, pois para assumir os investimentos-- calculados em torno de US$220 milhões--, além de recursos próprios haverá necessidade de linhas especiais de financiamento. Uma das principais conclusões da radiografia feita pela Uvibra é a de que no segmento de vinhos finos o Brasil, frente ao MERCOSUL, é altamente competitivo, com tecnologias comparáveis às melhores do mundo. Até 1988, a importação de vinhos finos atende a apenas 10% do consumo brasileiro. Mas, para 1995, o setor já calcula que as importações chegarão a 34%. Como o Brasil não importa vinhos comuns, a Uvibra desconhece qual seria a reação desse mercado diante da abertura das importações. Pelos cálculos do Provitis, os impactos econômicos da reconversão de vinhedos são os seguintes: indenização pela erradicação de vinhedos (US$37,997 milhões), perda de produção durante a reimplantação (US$56,025 milhões), financiamento-reimplantação de vinhedos (US$38 milhões) e obras de infra-estrutura (vias secundárias de acesso, drenagens e terraplanagens-- US$50 milhões). As fontes de recursos apontadas são: destinação orçamentária do governo estadual, participação dos municípios da região vitivinícola, participação do setor privado, participação do governo federal e recursos de bancos e organismos internacionais BIRD, BID e agências de fomento) (JC).