Os empresários que articularam o movimento Brasil S/A, para dar apoio ao ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, voltaram a se reunir ontem na sede da FIESP, em São Paulo, para fazer uma avaliação da crise política. Chegaram à conclusão de que a permeabilidade da área econômica foi perdido e no momento são evidentes os sinais de que os dois setores se misturaram: "O desemprego aumento, as empresas deixaram de vender e o mercado está parado", constatou o presidente da FIESP, Mário Amato. O presidente da BM&F, Manoel Pires da Costa, disse que os empresários devem estar alertas: "Temos de pensar na manutenção das instituições democráticas em primeiro lugar e, em segundo, não interessa se é esse ou aquele, é que não pode haver retrocesso. Não vamos abrir mão da modernidade". Para o presidente da BOVESP, Álvaro Augusto Vidigal, o ministro Marcílio disse que a equipe está coesa e é necessário que permaneça assim, "senão teremos muitas dificuldades em resolver os problemas" (JB).