PFL E COLLOR ARMAM REFORMA MINISTERIAL

O presidente Fernando Collor já se prepara para promover uma nova reforma ministerial. Depois da saída de José Goldemberg (Educação), vai exigir de seus ministros que "vistam a camisa" do governo durante a crise do caso PC Farias. A cúpula do PFL também discute mudanças no Ministério. A idéia do partido é evitar um descontrolado "efeito dominó" e mostrar ao Planaldo que há nomes para todas as pastas na base governista. "Não faltarão bons nomes entre os que continuam apoiando", declarou o deputado José Lourenço (PDS-BA), nomeado vice-líder do governo na Câmara. A relação dos pedidos de demissão temidos no Planalto inclui Célio Borja (Justiça), Abid Jatene (Saúde) e Celso Lafer (Relações Exteriores). Teme- se que Eliezer Batista (Assuntos Estratégicos) e Hélio Jaguaribe (Ciência e Tecnologia) também saiam. Liderado pelo governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, o PFL trabalha pela saída do ministro Marcílio Marques Moreira (Economia). O partido está insatisfeito com o veto à liberação de verbas e não vê possibilidade de a atual equipe adotar a política de reaquecimento da economia-- necessária, segundo avaliação pefelista, para impedir a aprovação da tese do Impeachment". Segundo as informações, os ocupantes dos principais postos da equipe de Marcílio pediram demissão anteontem (FSP).