O Brasil deixou de cumprir apenas uma das metas prometidas ao FMI para o semestre: o déficit nominal (que considera o efeito da inflação). A afirmação é do secretário de Planejamento, Pedro Parente. Esse desempenho das contas é melhor do que o do primeiro trimestre, mas não garante o apoio do Fundo ao programa. Para isso, o governo terá de resolver primeiro a disputa por verbas que ameaça o equilíbrio do orçamento. Parente informou que o governo só voltará a negociar com o FMI depois que tiver uma definição sobre a política econômica e as contas do segundo semestre. A manutenção do programa de ajuste exige, segundo ele, cortes adicionais de despesas. A pressão da área política é no sentido de liberar mais dinheiro. A meta de um déficit nominal de Cr$120 trilhões não foi cumprida porque a inflação do período ficou acima da projetada no acordo com o Fundo. A projeção para junho era de 12% e o IGP-M foi de 23,61% (FSP).